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Entrevista à Meios & Publicidade – Especial Mobile
- Que ponto de situação faz, de um modo geral, do mercado de mobile marketing em Portugal?
Portugal tem um problema de dimensão e se esse facto é por norma um problema geral, no Mobile esse problema aumenta.
Os jornais são obrigados a acompanhar esta tendência, por motivos de sobrevivência, contudo para as marcas torna-se difícil.
- Porque os espaços publicitários existentes e o numero de views são de tal forma poucos, que não têm expressão
- Por outro lado, para as marcas há um duplo problema:
- A dimensão do Mercado
- E a diversificação de tecnologias, que obriga uma marca a escolher onde quer estar presente ou então fazer um investimento considerável para estar presente nas 3 principais plataforma.
Sobre a parte da tecnologia:
Blackberry – grande parte do nosso Mercado empresarial, usa Blackberry, no entanto é uma marca que vem a perder expressão a nível mundial e como tal prevê-se que em breve desapareça – logo não faz sentido investir nesta tecnologia.
Android – Um grande parte dos smartphones de valor baixo e médio, tem esta plataforma instalada, contudo é um publico com menos capacidade de compra, bem como com menos taxa de adesão à internet móvel.
iOS – esta plataforma é sem dúvida a mais “apetecível” pelas marcas e também aquela que tem maior poder de compra e que estima-se que a taxa de adesão à internet móvel seja muito perto dos 100% – Contudo é aquela que tem menos expressão ao nível de nº de utilizadores em Portugal.
Esta diversidade de tecnologias, atrasa em muito o crescimento do Mercado Mobile, pelas opções que se tem de tomar ou pelo investimento que é necessário para estar em todas as plataformas.
- Há cada vez mais portugueses com smartphones. Como é que esta mudança de paradigma está a influenciar a forma de comunicação mobile entre as marcas e os consumidores?
Influência especialmente no modo como os utilizadores comunicam entre si, no entanto as marcas podem aproveitar muito mais esta disponibilidade online constante e desenvolver aplicações que permitam usufruir desta disponibilidade e interagir com as marcas.
Há coisas fantásticas que se podem desenvolver usando a realidade aumentada, a georeferenciação, os mapas, os chats,… haja boas ideias!
O mais importante é ter boas ideias, que se enquadrem com o ADN das marcas e perceber os limites e o alcance das tecnologias a usar. Depois produzir essas ideias é a parte mais fácil, é nessa área que se situa a nossa empresa Digitalworks, que tem como objectivo ajudar as agência a produzir todas as ideias ao nível técnico.
- Qual está a ser o impacto destas novas aplicações mobile na forma como se faz marketing e na forma como se comunica com os consumidores?
Acredito que as marcas devem investir em aplicações com utilidade, não apenas cometer o erro de passar os típicos catálogos e outros materiais do Offline para o Online.
Cada meio deve ser visto como tal e ter uma estratégia própria, mas é fundamental compreender o meio e não ir para a solução mais fácil.
Os consumidores são utilizadores que querem aplicações úteis que os ajudem em tarefas especificas, que permitam usar várias vezes a aplicação.
As marcas podem comunicar de um forma diferente e estar em contacto mais vezes com o consumidor, sem ser pela via de compra de espaço.
- Consegue exemplificar com um ou dois case studies que demonstrem a inovação e os resultados de projectos que assentam no mobile marketing?
Um dos melhores casos que conheço é o da Nike+ GPS
É uma aplicação “simples” com bastante utilidade para os consumidores da Nike ou outras marcas concorrentes.
É uma outra forma de fazer publicidade, não pela compra de espaço, mas sim através de uma aplicação com utilidade. Deste modo, os utilizadores estão em contacto com a Marca enquanto praticam corrida ou caminhadas.
Outra via de interagir com o Target incentivando o consumo é mais o caso da Pringles crunch band rockutorial
Esta aplicação com instrumentos musicais está disponível para download free, com uma versão de funcionalidades limitada. Para ter acesso a mais número de funcionalidades e instrumentos, o utilizador tem de fazer o scan com a câmara, de códigos de barras.
Este tipo de aplicações, pode ter bastante utilidade.
Imagine por ex. Uma marca de cerveja, que permite a visualização de x minutos um jogo importante de futebol, por cada código de barras.
Ou uma marca que disponibiliza um jogo para crianças, que permite jogar x minutos por cada código de barras que os pais fizerem o scan com o telemóvel.
Outro exemplo é o da realidade aumentada com a georeferenciação, em que utilizador pode ter um anuncio personalizado ou uma promoção, sempre que apontar o telemóvel para um edifício emblemático da sua cidade.
- Quais são as tendências que estão a surgir no sector e quais as perspectivas de evolução?
Quando ultrapassada a parte tecnológica, em que desenvolvida uma aplicação numa tecnologia, seja permitido correr essa aplicação em todas as plataformas, estou certo que haverá “uma Explosão” do mobile.
Sou dos que acredita, que em breve o nosso pc passa a andar no nosso bolso, sendo apenas necessário ter ecrã e teclado no escritório, bem como este irá integrar com a Televisão. Chegando a este ponto, deixa de haver marketing mobile e tudo se irá resumir a marketing digital.
- Como é a receptividade dos consumidores ao marketing veiculado através deste tipo de plataformas?
Como referi em cima, depende da utilidade que a aplicação tem para o consumidor. Caso contrário, o utilizador não usa e apaga, pois pode estar a ocupar espaço em memória.
Por outro lado, não acredito por agora, no potencial da publicidade display, pela dimensão do ecrã o qual se tiver banners e outros, vai criar “poluição no ecrã”, bem como o tipo de navegação não permite o utilizador saltar de janela-em-janela com a mesma facilidade que o faz no pc.
Pelo que as marcas e as agências devem olhar para o mobile de outra forma, como disse em cima.
- O iPad foi recebido como uma espécie de Santo Graal do mobile marketing. Quase um ano volvido sobre o seu lançamento no mercado português, o iPad está a cumprir a promessa?
O iPad é um misto de moda e utilidade.
No entanto o iPad, a meu ver, tem um problema, pois nem é um pc e nem é um telemóvel, pelo que quando ando com os 3, há um aparelho a mais e normalmente é o iPad.
Por outro lado, há muito poucos iPads em Portugal e não tem qualquer expressão, pelo que a meu ver não está por enquanto a cumprir a promessa.
Mas acredito que o iPad e o uso destes 3 dispositivos é apenas uma passagem, até um dispositivo integrador e único.
- Consegue apontar casos em que se esteja efetivamente a tirar partido das potencialidades de marketing dos tablets?
Acho que ainda não se vê bons casos, apenas as publicações de revistas e jornais, que possibilitam às marcas comunicar de forma mais interativa, embora julgue que estão a investir e a arriscar pouco, não estão de forma alguma a tirar o melhor que este formato lhes pode dar. Estão apenas a usar o materiais existentes e declina-los de forma básica para os tablets colocando o vídeo da tv e pouco mais.
A Nike, como sempre, tem feito coisas interessantes, como por ex. O configurador de ténis, com a possibilidade de compra. Bem como há outros exemplos internacionais interessantes com o uso de realidade aumentada.
Pode ler a entrevista completa fazendo download: Meios e Publicidade – Especial Mobile

Erros de lançamentos da google sem plus
Quando uma empresa é cotada em bolsa (google), tem uma pressão diferente das empresas não cotadas (Facebook).
As cotadas lançam versões ainda prematuras e longe de estarem “aceitáveis” de serem lançadas ao público, mas são lançadas na mesma porque não se pode perder cotação em bolsa.
As não cotadas, lançam versões testadas e devidamente pensadas para agradar os utilizadores. Este tem sido o grande trunfo do Facebook, onde há muito se fala do IPO da empresa mas que nem há previsão e, creio que se deve ao facto de não quererem depende da dita “pressão”.
A google tem feito inúmeros erros de lançamentos, basta pensar no wave e agora no plus, entre muitos outros, mas vamo-nos centrar no plus.
Eu acredito no plus e consigo ver o seu potencial depois de devidamente integrado com blog, picasa, plaques, gmail, docs,… será um mundo social com domínio total de uma só marca, a google.
No entanto, critico a google por lançar o plus à pressa, devido aos rumores da integração do facebook com skype, como tal lançou uma versão do plus, cheia de problemas:
- As ferramentas entre google não estão minimamente integradas, fazendo o utilizador saltar de janela em janela, bem como em alguns casos temos que nos logar várias vezes
- Não tinham capacidade para a procura que tiveram, havendo utilizadores à espera do email com o convite 1 a 2 semanas, ou seja, perderam o entusiasmo inicial
- “Esqueceram-se” das marcas nesta plataforma
- Entre muitos outros aspectos fundamentais para uma boa primeira experiência
Quanto a mim a google pode perder uma vez mais uma excelente oportunidade de competir com o Facebook, mas que se deve a erros básicos que uma empresa como a google não devida cometer.
É fundamental haver uma primeira boa experiência com lançamento de versões fortes e diferenciadoras, este mercado social é altamente competitivo e não se espera que o users consigam estar em todas, bem como o user está sempre a um “click” de sair e não voltar mais. Esta boa experiência não acontece no plus, não aconteceu no wave e o plus está a ficar uma plataforma onde nada acontece.
Diferentes sucessos online – Facebook, Google e Apple
Ao longo dos anos temos assistido a diferentes formulas de obter sucesso com a comunicação on-line destas marcas, eis uma breve analise.
Google com o Gmail
Numa altura que grande parte dos utilizadores tinha @hotmail.com apenas com 20mb, surge a Google com o @gmail.com com 2gb, ou seja, uma oferta bem diferenciadora naquela altura. Contudo, apenas acessível a quem tivesse convite, o que tornava algo exclusivo e bastante desejado.
Facebook
Esta rede como sabemos estava acessível apenas a jovens universitários, que ao longo dos tempos estes foram saindo da universidade e a rede foi abrindo ao público em geral. Não tinha uma conotação de rede ligada a encontros\conhecimentos, o que fez os mais cépticos das redes sociais aderirem a esta, o que a definiu como mais “filtrada e selectiva”, até aos dias de hoje que é transversal a todo o publico a nível mundial.
Apple
Como diz o meu amigo João Geada “se queres que toda a gente saiba, diz que é segredo” a Apple tem contado muitos segredos aos bloggers, os quais passaram a partilhar com os seus seguidores. Estes, tem mostrado a história, que raramente estavam errados, de tal forma que quando lançam uma suspeita sobre um novo lançamento da Apple, todos os meios de comunicação comentam e dão como certa determinada suspeita. Que melhor publicidade poderia ter a Apple?
Sem dúvida são diferentes formulas de sucesso, que foram fundamentais para estas marcas e que a meu ver devem ser seguidas por muitas outras marcas. Há um facto comum em todas estas 3 formulas, a exclusividade.
Google+ uma rede social ou um sistema operativo Social?
Pensando bem no assunto, o que falta à Google? Um sistema operativo.
De resto temos já tudo ou praticamente tudo, a Google precisava de criar um local única onde pudesse juntar todos os seus produtos, que fosse possível colaborar, partilhar,…
Ora vejamos:
Chrome – Web OS
Docs
Email
Pictures
Videos
Circles
Search/Social Search
Face Time (video chat hangouts)
Location
Mobile
Integrated +1 sends web content into Plus
Last but not least, Google itself
Será que a Google se prepara para lançar computadores ou um sistema totalmente diferente do que estamos habituados e onde tudo se passa online?
Digital volta a bater recorde de investimento nos EUA
De acordo com o recente relatório da IAB e PwC, o investimento em publicidade digital cresce 23% apenas nos primeiros 4 meses do ano. A qual a DigitalWorks acredita que será para manter, pois é com base nestes factos que a nossa produtora está direccionada para ajudar as agências de publicidade e comunicação a desenvolverem os seus projectos e ideias na área digital.
RFID usado em eventos para interagir com o Facebook
Um dos briefings que por vezes nos colocam é “Como dinamizar o Facebook com acções tradicionais?”.
Há diversas soluções possíveis, no entanto para se fazer o tão desejado “Like” é imprescindível o login no Facebook.
Neste caso que apresento, a solução é via RFID. Neste caso o login no Facebook foi dado aquando a chegada ao evento, o que pode causar alguns constrangimentos de tempo de espera e filas.
Penso que poderia ser feito um procedimento muito mais simples e eficaz, preparado para eventos de grandes dimensões. Para isso bastaria que os utilizadores se registassem online e fornecessem o seu acesso via Web.
O RFID tem inúmeras potencialidades e quando usadas com criatividade num evento, pode causar um enorme efeito surpresa.
Outro artigos sobre o uso do RFID no marketing
Caso Ensitel: Internet obriga a um maior cuidado com os seus clientes
Parece que ainda nem todas as marcas, empresas e lojas, que lidam com o público, não estão conscientes do “poder” da web.
Acabo de ler uma história que é prova disso, uma empresa e marca tão conhecida como a Ensitel teve a pior sorte ao ter um comportamento “típico” para com uma cliente. Teve no entanto a pouca sorte desta sua cliente ter alguma influência online, a qual por sua vez escreve no seu blog o que lhe aconteceu numa das lojas da Ensitel. Esta foi a gota de água para que gerasse uma autêntica Revolução 2.0. na web.
Alguns desta história:
- São centenas de blogs a comentar esta história e a recolher outras histórias que aconteceram com outros clientes
- Já chegou à imprensa e jornais de televisão http://bit.ly/gKZD7s
- É o tema mais falado no Twitter nas ultimas 24 horas
- Há uma onda de protestos na página de Facebook da marca
- Já se fez uma nova página com o nome “Nunca mais compro nada na Ensitel” o qual acredito que vai ter mais sucesso que a própria página da marca
- Já se fez um remake da história com o Hitler no youtube http://www.youtube.com/watch?v=JVLvgFtK0yg&feature=player_embedded
De facto as marcas e empresas não sabem por norma com quem estão a agir quando adoptam determinados comportamentos menos correctos, hoje é fácil qualquer pessoa ter 500 amigos no Facebook e 1000 seguidores no Twitter, qualquer coisa que aconteça pode ter grandes consequências e gerar estragos como este numa marca.
Este é o “poder” da comunicação digital quando algo corre mal, as mesmas proporções são atingidas quando para o bem de uma marca. Há que perceber como as coisas funcionam e usar este meio para comunicar todo o tipo de marcas e empresas.
A história completa pode ser visualizada aqui http://jonasnuts.com/387191.html
Facebook retira negócio às operadoras
O Facebook tem sido um fenómeno e já tira protagonismo a outros fenómenos do passado, como era o caso do envio de sms a desejar “bom natal”.
Eram milhões de sms enviados, havia mesmo noites de natal em que as redes das operadoras ficavam bloqueadas com tanto tráfego.
Este ano, pela primeira vez isso não aconteceu, não por motivos de maior capacidade dos operadores, mas sim pelo facto da diminuição significativa dos envios de sms. O maior causador dessa diminuição de envios é sem dúvida o Facebook.
Eu tive essa suspeita umas semanas antes, na noite de natal recebi não mais que 10 sms ao contrário dos 200 ou 300 dos anos anteriores e fiquei com curiosidade em saber os nºs das operadoras os quais não foram divulgados, mas confirmei a minha teoria com este artigo: http://tek.sapo.pt/noticias/telecomunicacoes/redes_sociais_substituem_sms_nas_boas_festas_1116177.html
Falta saber se este é a primeiroa de mais perdas que as operadoras vão sentir com o Facebook?
O melhor que se fez em 2010
O relatório “Most contagious 2010″ é uma das maiores referências e tendências mundiais, na área das tecnologias, campanhas digitais, criatividade e inovação.
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Pensar como Steve Jobs e ter sucesso
Ainda ontem olhei para um livro que tenho na prateleira e pensei no quanto este me ajudou a olhar para as mesmas coisas e pensar de forma diferente. Esse livro é “A estratégia do oceano azul”.
A seguir li a biografia não autorizada do Steve Jobs e fiquei surpreso com o passado “manchado” que ele tem, mas o resumo que retirei do livro, é que de facto trata-se de uma pessoa que errou muito, mas que aprendeu com os seus erros sem nunca desistir de “pensar em grande”.
Ele sempre pensou em grande e passou uma vida à procura de como alcançar o sucesso que desejou toda a vida. E Conseguiu!
Agora escreve-se muito sobre este grande empreendedor que nos tem surpreendido e “obrigado” a comprar os seus produtos.
Aqui fica um excelente artigo, das 10 características da estratégia de Steve Jobs



